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Fissuras Labiopalatinas

  • Foto do escritor: Dra. Tuanny Lima Bonato
    Dra. Tuanny Lima Bonato
  • 9 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 8 de abr. de 2024



As fissuras labiopalatinas são decorrentes da má formação congênita causada pela ausência de fusão do palato (no período intrauterino), sendo que as más formações estão entre as principais alterações congênitas da face na prevalência mundial.


A embriologia da face começa logo na 4ª. semana de gestão do feto e atinge suas características gerais de magnitude na 8ª. semana. Conforme Dursy (1869) e His (1892) apud BRASIL (2015), às fissuras lábio-palatina decorrem da ausência de fusão dos brotos embrionários durante o desenvolvimento da face, motivadas em patogenias diversas, que conduzirão à formação de fissuras, desde medianas, laterais e transversas. Estas malformações se originam de duas maneiras distintas, que provém de fatores genéticos (20%) e ambientais, comparecendo, no segundo caso, a carência alimentar (deficiência de vitaminas e nutrientes), influências psicológicas (distúrbios emocionais na gestação), doenças infecciosas (rubéola 12-15%); uso de drogas (tranquilizantes) e; radiações ionizantes (modificação do código genético) (BRASIL, 2015).


No Brasil, conforme Carlini et al. (2000), Alonso et al. (2009), a incidência de casos é 1 para 650 indivíduos analisados e estima-se que existam em torno de 225 mil indivíduos que apresentam esse tipo de fissura, sendo prevalente em homens, sendo que muitos autores seguem a classificação adotada por Spina et al. (1973).


Para classificar a FLP Spina (1973) adotaram como elementos de referência o forame incisivo, que se caracteriza pelo limite existente entre os palatos primário e secundário - pró-lábio, pré-maxila e septo cartilagionoso - separando as fissuras labiopalatinas sob três tipos: fissura pré-forame incisivo, fissura pós-forame incisivo e fissuras trans-forame incisivo (ALONSO et al., 2009; SPINA, 1973; CARLINI et al., 2009). Neste sentido, entende-se como fissura pré-forame incisivo fissuras de natureza labial unilateral, bilateral e mediana; a fissura pós-forame incisivo caracterizam-se como fissuras palatinas, em geral, medianas, podem situar-se somente na úvula e no palato, envolvendo o palato duro de forma geral (SPINA, 1973; CARLINI et al., 2009).


Ainda conforme Spina et al. (1973), Carlini et al. (2009) e Carlini (2011), as fissuras trans-forame incisivo, são de maior gravidade tanto as unilaterais quanto às bilaterais, pois atingem o lábio, o processo alveolar e o palato.


Conforme Rodrigues et al. (2005), as fissuras completas bilaterais são a forma mais grave e extensa deste tipo de alteração, apresentam prevalência entre 14-18%, dividindo a maxila em três segmentos distintos: dois palatinos e um central, chamado pré-maxila e o segmento anterior é independente dos outros, porém, ligado somente à extremidade anterior do septo nasal. A pré-maxila apresenta um tamanho e morfologia variada, podendo ser aumentada, hipodesenvolvida, centralizada mais à esquerda ou à direita, projetada ou não, em sentido ântero-posterior.


Wolford e Stevao (2002) comentam que o tratamento de fissuras lábio palatino é multidisciplinar e requer o planejamento de uma série de procedimentos para alcançar bons prognósticos clínico-cirúrgicos e, especialmente, que conduza ao paciente à razoável taxa de satisfação no pós-cirúrgico.


Conforme Carlini (2011) e Kokai et al. (2015), os pacientes bilaterais em que a pré-maxila esteja mal posicionada pela severa projeção anterior é indicada a reposição da pré-maxila com enxerto ósseo alveolar secundário.

Saiba mais sobre este tema através do artigo científico publicado pela nossa equipe através do link:





 
 
 

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